quinta-feira, outubro 02, 2008

SEMPRE EM PREJUÍZO DOS FRACOS

De volta à crise dos mercados financeiros, um sério problema onde se pretende apagar “o incêndio” jogando dinheiro na fogueira, que já de si arde descontroladamente, há coisas que me deixam perplexo e sobre as quais não oiço uma única palavra.

Com as falências das empresas financeiras, assistimos à intervenção dos governos nacionalizando as ditas, que é como quem diz, ficando com as acções na totalidade ou parcialmente, ou seja, absorvendo os créditos incobráveis e garantindo a liquidez necessária ao seu funcionamento. Os Bancos Centrais injectam no mercado quantias monstruosas, para que os mercados tenham alguma liquidez para satisfazer as reservas de caixa dos mesmos e uma actividade razoável na concessão de empréstimos.

Isto é o que nos dizem, porque se tornou impossível de ocultar, mas não dizem por exemplo que as taxas cobradas pelos bancos centrais são muitíssimo mais baixas do que a taxa Euribor, nem nos dizem onde é que os governos vão cortar, por causa destas intervenções financeiras.

Afinal o dinheiro é dos contribuintes e era suposto ser utilizado para o bem comum, por exemplo no aumento das pensões, nos cuidados de saúde, ou no ensino, bem como noutras áreas de natureza social onde o Estado tem obrigações. Hoje em dia está a ser utilizado para acorrer às necessidades de empresas que ainda há um ano atrás apresentavam relatórios com lucros simplesmente escandalosos. Para onde é que foram esses lucros? Qual será o retorno destas injecções de capitais e quando é que se verificará? O que é que vamos nós, cidadãos comuns, que não tivemos culpa da situação, ganhar com isto?

Talvez haja quem possa responder a algumas destas perguntas, mas não me parece que a mensagem de tranquilidade de José Sócrates augure algo de bom, até porque quanto a ajudas ao cidadão comum ele já disse que: NÉPIAS.



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Foto e Cor
A flower by Ana

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Humor Linguarudo
Phu Nguyen

Milenko kosanovic

Vladimir Semerenko

12 comentários:

LopesCa disse...

O cidadão comum sofre sempre ;S

Anónimo disse...

Já percebi! Pagamos com língua de palmo.
Lol

AnarKa

elvira carvalho disse...

Quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão.
Um abraço

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá meu querido Amigo, faço minhas as palavras da minha querida Amiga Elvira... Beijinhos de carinho,
Fernandinha

Ferreira-Pinto disse...

Tony Blair já disse tudo: quem vai pagar são os contribuintes!
Mais nada.

Jorge P.G disse...

Nem valerá apena acrescentar muito!
Quem pagará será o contribuinte.
O problema maior é quando muitos continuam sem contribuir.

Cumps.

Papoila disse...

Guardião:
Sem dúvidas sobre quem vai pagar... os contribuintes que em nada contribuiram para a crise...
Foi "dardejado" lá no campo.
Beijos

Tiago R Cardoso disse...

o problema está nas fundações do sistema e não é com remendos que a coisa vai lá.

Dora Coimbra disse...

Pois, quem paga é sempre o mesmo, o pobre do contribuinte.
Descobri por acaso o seu blog e digo-lhe que vou voltar, parabéns

Voz do meu Coração disse...

Ne verdade muito interessante o seu blog, parabéns

C Valente disse...

o jogo do dinheiro continua,oscontribuintes continuam na corda bamba
Saudações amigas

C Valente disse...
Este comentário foi removido pelo autor.