domingo, dezembro 16, 2007

OS BASTIDORES DO TRATADO


O tabu criado por José Sócrates nos últimos meses sobre o processo de ratificação do Tratado de Lisboa, aproxima-se do fim com os resultados mais ou menos esperados por quem tem acompanhado o modo como o 1º ministro vem cumprindo as suas promessas eleitorais.
A credibilidade de qualquer político afere-se precisamente pelo cumprimento do programa que se comprometeu a seguir quando se apresentou ao eleitorado, e neste campo podemos todos afirmar que as promessas mais emblemáticas e que pesaram grandemente na sua escolha, como o não aumento dos impostos ou a criação de empregos, saíram goradas. Agora há mais um compromisso solene que está em risco de não acontecer, o que irá agravar certamente uma imagem já manchada.
Segundo as palavras de um conselheiro de Sarkozy, “consideramos que há um acordo político para que este Tratado Reformador seja ratificado pela via parlamentar”, o que a não se verificar deste modo seria considerado uma traição.
Fiquei estupefacto perante o desplante deste senhor francês, mas ainda mais surpreendido por não ter havido um desmentido enérgico do governo português, porque ficou bastante claro que a nossa política está subordinada à vontade de interesses estrangeiros e a acordos indignos de quem se reclama representante da vontade popular.
Sócrates não tem como se sair airosamente no caso de se decidir pela ratificação parlamentar, depois dos compromissos assumidos e até pela importância que não se cansou de atribuir ao Tratado de Lisboa.
Cá estaremos para comentar a decisão que vier a ser tomada…
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Fotos de Aves

Vladimir Kogan

leonart

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Humor de Domingo

Biratan

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6 comentários:

Tiago R Cardoso disse...

Pois eu desconfio que não vai existir nada de novo para comentar, apenas constatar mais uma vez que as promessas são para não cumprir.

Ludovicus Rex disse...

Como diz o Barreto, O circo desceu à cidade...
O Tratado de Lisboa: Uma festa histórica, mas sem cidadãos...
Um Abraço e Bom Domingo

papagueno disse...

E assim se constrói uma europa nas costas dos europeus.
O Barreto tem mesmo a razão, aquilo foi um circo e dé má qualidade.
Um abraço.

A. João Soares disse...

Nenhum homem honesto faz promessas e se compromete com algo que não sabe se pode cumprir, ou pior, com algo que sabe que não vai cumprir.
É uma festa, um circo sem o povo, às escondidas do povo. Isto não é novo. O povo para que serve? Para pagar impostos que alimentem as festas mais ou menos visíveis e para lhes dar votos, cumprindo cegamente o que a propaganda da campanha eleitoral lhe impõe.
Há muito que uso a imagem da relva dos estádios. O povo, tal como ela, é imprescindível para o espectáculo político, mas é pisado por poder e oposição sem alguém pensar no que a relva sofre com isso. Interessa vencer o adversário pisando a relva sem ligar a esta. Ela está lá para ser pisada.
Um abraço

AnarKa disse...

A democracia está tão torcida quanto a caneta aposta neste artigo. O povo que se lixe!
Lol

ANTONIO DELGADO disse...

ESPECTACTULO.... ESPECTACULO... ESPECTACULO... PAROLES... PAROLES... PAROLES... PAROLES...EPOCA DE NATAL CIRCO NO REDONDEL.

UM ABRAÇO FORTE E FRATERNO
ANTÓNIO