sexta-feira, outubro 26, 2007

FORMAÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Ao ler uma entrevista do DN, ao presidente do Instituto Nacional de Administração (INA), fiquei com a impressão de que este responsável reconhece que o enfoque da actividade tem estado mais centrado nas estruturas dirigentes do que nos restantes grupos profissionais que prestam serviço ao Estado. Aliás, a dado passo da entrevista acaba por dizer que “ao contrário do que acontece noutros países, não existe uma estrutura formal de formação associada à carreira”.
Todos sabemos que a formação dos quadros dirigentes é obrigatória, já a formação requerida por muitos funcionários das mais diferentes carreiras, é-lhes sistematicamente negada, sob o pretexto de falta de verbas ou até por falta de pessoal.
Ninguém nega a utilidade e a importância da existência do INA, mas são muitos os que se questionam sobre a sua actuação, porque com as limitações impostas pelos serviços, o seu alcance acaba por ser insuficiente.
Já quanto às afirmações do presidente do INA, sobre a imposição de quotas no SIADAP, discordo completamente, e aconselho vivamente o senhor Rui Lucas a pedir desde já que lhe seja fornecida a lista de pessoal que por via das classificações obtidas vai auferir prémios e promoções em 2008, acompanhados pelos dados indispensáveis (não os nomes claro), como sejam as categorias e as funções que desempenham. A análise cuidada desses dados, que até deviam de ser tornados públicos, mostrará sem qualquer dúvida que as desconfianças dos funcionários públicos têm razão de ser.

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Humor

Marian Kamenský

Issam Hassan

7 comentários:

Tiago R Cardoso disse...

Eu não sou funcionário publico mas desconfio também.

quintarantino disse...

"(...)já a formação requerida por muitos funcionários das mais diferentes carreiras, é-lhes sistematicamente negada, sob o pretexto de falta de verbas ou até por falta de pessoal" - que grande verdade, que grande verdade. Em sete anos, tive direito a uma acção de formação.
E ainda esse Figueiredo, papalvo emproado, vem para aí com mobilidades, avaliações e quejandos...

O Guardião disse...

Também não sou funcionário público, mas convivo com alguns e tenho alguns na família, que me descrevem uma realidade que ainda hoje me deixa estarrecido. Soube ontem que num serviço o dirigente máximo disse taxativamente que devido às quotas impostas só podia dar uma nota máxima, que naturalmente ía para o seu acessor e substituto nas ausências, pelo que os restantes se tinham de contentar com uma classificação média. Será que o mérito só "estaciona" na proximidade das chefias? Em 2008 vamos ter a prova.
Cumps

Sílvia disse...

As rosas deste jardim são sempre uma razão para cá voltar.
Formar os que já têm formação académica de nível superior, demonstra bem o nível de algumas chefias. Os que executam, não podem ter formação por falta de dinheiro e de pessoal, é normal, porque os chefes não sabem prever (ou não querem) as necessidades de formação, nem querem dimensionar devidamente os quadros, para não terem de explicar aos senhores ministros que para se obterem melhores resultados tem de haver investimento. Não há coragem para estabelecer objectivos e exigir os meios necessários, por isso as avaliações são uma farsa pegada.
Bjos

AnarKa disse...

Olha que eu acho precisamente o contrário, a minha chefe devia ter um curso intensivo de boas-maneiras, porque é uma besta, um curso de gestão de recursos humanos, porque não pesca nada, e já agora um curso que a ensine a vestir-se porque é o desleixo em pessoa. Como vês os dirigentes bem precisam de formação, pelo menos esta.
Lol

adrianeites disse...

tb não sou funcionário publico!

chisssa! que bela percentagem de não funcionários publicos!

a formação a formação... ninguem se entende!

bom fim de semana!

SILÊNCIO CULPADO disse...

Eu não sou, nem fui, funcionária pública, mas conheço esse tipo de argumentos que são também utilizados noutras empresas. E até com alguma piada relativamente às quotas das avaliações. Por exemplo: só 10% dos quadros podiam ser classificados com A (avaliação superior) e depois escolhiam para certos cargos reelvantes, pessoas com B (normal) e até com C (abaixo do normal).