terça-feira, fevereiro 13, 2007

AINDA O PALÁCIO NACIONAL DA PENA

Tendo surgido algumas perguntas pertinentes sobre a anunciada passagem deste palácio para o domínio da empresa Parques de Sintra – Monte da Lua, devo afirmar que já é dada como adquirida a passagem, embora oficialmente ainda nada tenha sido confirmado, pelo Ministério da Cultura ou pelo IPPAR.
O artigo do Público é a única referência concreta ao assunto, e lá não vimos nenhum desmentido do director do Palácio Nacional da Pena e apenas se pronuncia nesse sentido um gestor da dita empresa. Não é normal que tudo esteja a ser feito nas costas dos trabalhadores daquele serviço, e que eles sejam os últimos a saber o que está a ser preparado. Isto é uma originalidade que confirma a ausência de diálogo por parte do governo, no caso por parte do MC.
Nos dois documentos disponíveis na rede, que pretendem ser a versão final da lei orgânica do IGESPAR,IP, nada indica expressamente que a passagem se venha a efectivar, embora o contrário também não seja líquido. Este novo instituto prevê, isso sim, a transferência para a tutela do IPMC,IP, de alguns serviços actualmente dependentes do IPPAR, deduzindo-se que sejam todos os que a lei orgânica não menciona.
Não acho que isto sossegue quem presta trabalho no Palácio Nacional da Pena, pois todos sabem que a empresa PS – ML sem as receitas provenientes das entradas no palácio está condenada à falência, e que o Ministério da Cultura onde paira a penúria, gosta de fazer figura de rico, podendo dispensar-se de arrecadar essas receitas mantendo a obrigação de zelar pelo monumento o que manifestamente não está ao alcance da empresa em questão, por muita criatividade contabilística que venha a praticar.

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2 comentários:

Sintrense disse...

A Pena vai mesmo para os Montes da Lua e segundo se diz, a Câmara vai conseguir ser maioritária na sociedade. Anexo a isto, e depois das obras pagas pelos contribuintes, também recebe os Seteais, ou melhor a renda do hotel.
Bom negócio, não acham?

Joca disse...

Lucros para um lado e as despesas para o outro, adivinha quem vai pagar o pato?