sábado, dezembro 30, 2006

A CULTURA E O PATRIMÓNIO EM 2006

O ano ficou marcado, por parte da ministra da Cultura, pelo anúncio do milhão de visitantes dos museus, como se isso fosse relevante num país da União Europeia, com novecentos anos de História. Não sabe, ou pelo menos não disse Isabel Pires de Lima, o número de visitantes dos palácios e monumentos, que é muito mais interessante e certamente teria maior impacto, já que ilustra melhor a importância da Cultura na economia nacional.
Os anúncios do pólo do Hermitage, do Museu da Língua e do Museu Berardo não servem para apagar a realidade do desmantelamento e dispersão do acervo do Museu de Arte Popular, da indefinição do Museu dos Coches e da falta de investimento na manutenção do Património Arquitectónico que temos.
As leis orgânicas dos serviços dependentes do MC ainda não saíram, mas é já um dado adquirido que os primeiros meses do ano vão ser penosos para os museus, palácios e monumentos, pela escassez de recursos humanos que não garantem sequer a segurança mínima e a abertura total de muitos serviços. A solução deste problema não está à vista e não será com toda a certeza encontrada em dois meses.
A importância económica da Cultura é real e pode ser potenciada, mas é necessária visão e investimento e não vaidades, anúncios pomposos, inaugurações badaladas e subsídios.


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O POSTAL DO ZÉ





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A FOTO

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incommunicado

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3 comentários:

Anónimo disse...

Que pena ter falado em inaugurações, é que o pessoal só lhe põe a vista em cima nessas ocasiões.

Joca disse...

Zé, não mudes e continua a cascar-lhes.
Um Bom Ano

palaciano disse...

Vai mais um manguito para a senhora ministra, mui respeitosamente , claro!