sexta-feira, abril 07, 2006

UMA GREVE (IN)EVITÁVEL

A greve dos vigilantes-recepcionista dos museus, palácios e monumentos na quadra pascal tornou-se mais uma vez inevitável devido á atitude do Ministério da Cultura. Em 2005 devido à recente tomada de posse da titular do cargo, foi decidido não protestar deste modo porque não havia tempo para se discutir seriamente os problemas destes trabalhadores, mas houve o cuidado de informar o ministério da decisão e do que estava em causa.
Durante este último ano foram feitas inúmeras insistências para tentar resolver aquilo que há muito se reclama, sobretudo horários de trabalho, quadros de pessoal e injustiças na aplicação do diploma que criou a carreira, mas do ministério não surgiu qualquer proposta no sentido de abrir um processo negocial.
Era perfeitamente evitável esta greve que prejudica monetariamente os trabalhadores que são dos que auferem os vencimentos mais baixos nestes serviços, prejudica também a obtenção de receitas apreciáveis e sobretudo prejudica os visitantes que ignoram os motivos que lhe dão origem. Na verdade poucos saberão, e muitos menos entenderão, porque é que em 16 anos ainda não houve vontade política para se publicarem os horários de trabalho dos funcionários que asseguram a abertura de museus, palácios e monumentos, nem tão pouco se encontram razões para que todos os anos se gaste dinheiro em formação de contratados que um ano depois são mandados embora sendo substituídos por outra leva de contratados que também serão mandados embora ao fim dos seus contratos.
A senhora ministra, como os seus antecessores, tem preferido ignorar estes profissionais bem como os seus problemas, por isso mesmo é a responsável pela greve que todos nós preferíamos não ter de fazer.

1 comentário:

Zé Povinho disse...

Bacano, podias ter acrescentado a falseta de que foram vítimas os guardas de museu na véspera de Natal de 2005 (foram trabalhar porque se "esqueceram" deles - era um sábado), e também da próxima quinta-feira 13 de Abril(5ª anterior à Páscoa)porque foi a vocês que saiu a fava do "dia do azar".
Acredita, vocês não existem! Palavra de ministra, de algo que não existe.