segunda-feira, agosto 22, 2005

MAIS CORTES NA CULTURA

Quando a indústria exporta menos, os serviços vacilam, o turismo estagna e a economia se afunda, é incrível verificar que são feitos cortes cegos na Cultura. Para que conste, as visitas aos museus e monumentos tiveram um aumento e as receitas são superiores às do ano passado. Os números indicam que a subida de receitas é claramente superior aos aumentos de despesas com o pessoal.
Os cortes neste sector só podem ser considerados como poupança de tostões, tão baixo é o orçamento a ele destinado, que servirá apenas para piorar uma situação reconhecidamente grave. Sabemos que há fornecedores com pagamentos muito atrasados, funcionários que têm abonos e trabalho extraordinário em atraso e serviços com graves faltas de material.
Parece que se aplica aqui a frase “Os Deuses devem estar loucos” com a devida adaptação aos nossos governantes.
Sem demagogia, podemos afirmar que os cortes na Cultura não chegam sequer para pagar, as indemnizações às chefias demitidas antes do final dos mandatos, as pensões vitalícias de políticos ainda no activo e os subsídios escandalosos de reinserção e de renda de casa de que vamos tomando conhecimento pela comunicação social.

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